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Engenheiro da Google tem publicação rejeitada em 5 jornais científicos

Atualizado: 10 de jul. de 2023





"Agora imagine alguém da Google™ tentando publicar? Tenho a sensação de que seriam rejeitados com afirmações como “método muito confuso”, “sem citação”, “autores estão muito dentro dos próprios trabalhos”; a Google está reinventando o mundo, é obvio que deve ser algo novo, com poucas citações, e poucas pessoas entendem. " Fonte

"the publication of the foundational paper describing the double helical structure of DNA by James Watson and Francis Crick in 1953 would have been jeopardised in the context of the classic review system as we know it, because of its speculative nature." Fonte

Desde que comecei a usar o mundo online, o maior desafio são as pessoas mal-educadas; isso não é específico meu, mesmo pessoas bem mais reconhecidas e respeitadas sofrem esses ataques, ver meu artigo "Os algoritmos das redes são otimizados para otimizar conversas não-produtivas". Todos nós somos responsáveis pela toxidade online, não somente os algoritmos que tanto culpamos, usamos como scapegoating. Esse artigo, por ser algo bem enraizado, tornou-se alvo de comentários bem agressivos e raivosos. O que me deixa mais triste: claramente, as pessoas não pesquisam. Ao ler os comentários, vejo que as pessoas não parecem ter o cuidado que geralmente teríamos no mundo real. Como exemplo, as pessoas criticam o artigo assumindo que sabem o motivo da rejeição: ninguém se dá o trabalho de perguntar. Inicialmente, atacavam por ser engenheiro. Então, adicionei, mas sabia que iriam somente mudar o ponto de ataque, que a pessoa tem um doutorado pela Harvard. Infelizmente, precisamos repensar nossa postura online, para ontem! Não podemos usar a rede como fonte de descarrego emocional, psicólogo é para isso!






Indo ao tema principal!😁


Em um dos capítulos de um dos nossos livros, eu tento colocar sobe atenção a necessidade de termos revisores fora do mundo científico, em adição ao sistema atual, totalmente focado em revisores acadêmicos.


Minha tese principal: isso vai enriquecer o processo, colocando revisores que entendem o mundo real, que trabalham com inovação.


Isso não significa a eliminação dos acadêmicos do processo de revisão, mas a busca por termos um processo de revisão mais justo com inovação, e "ideias malucas". Em artigo, baseado em mesmo livro, faço uma reflexão do papel do revisor acadêmico.




Em "Everybody Lies", Seth Stephens-Davidowitz destaca que teve seus achados rejeitados em cinco jornais científicos, não ficou claro do livro se o artigo foi aceito no final; cinco anos depois, um acadêmico achou o mesmo resultado, não ficou claro se o acadêmico conseguiu publicar. Quando Google ainda era uma criancinha, começaram a encontrar achados interessantes: pessoas falam para o Google coisas que não se fala nem para o psiquiatra. Durante o segundo debate, no Google trends, pessoas procuravam por: “qual a proposta do Lula para roubo de celulares”; ninguém dá a mínima para educação, saúde e tecnologia.




Eu sempre falo do aprendizado profundo (deep learning), mas aí vai outro exemplo! Eu tenho chamado isso de achatamento da ciência: somente se publicar se tiver dentro dos conformes, isso inclui "não pensar fora da caixa". Trabalhos como os de Einstein, antes desse sistema moderno, muito provavelmente não passariam. Como o processo é fechado, não temos como estudar os artigos rejeitados. Ficamos dentro do paradoxo do “golfinho boazinha” que salva humanos, por que somente vemos os humanos que sobrevivem.

Em postagem anterior, falamos da falha das pesquisas eleitorais para o segundo turno, e depois falamos das correções, que levou ao acerto aos presidenciáveis ao segundo turno. Alguns especialistas sugerem a utilização de outras fontes para compor os modelos de previsão: o buscador Google poderia ser uma fonte.

O achado do engenheiro da Google: a ordem que busca no Google seu candidato é uma excelente fonte para prever em quem vai votar; isso funciona para outros assuntos. Se buscam "Lula Bolsonaro debate", muito provavelmente vai votar no Lula. Colocamos na frente nossa verdadeira intenção. “O voto envergonhado” também ocorreu com Trump: pessoas não tinha coragem de admitir que iam votar no Trump, mas votaram; nem de admitir racismo durante a corrida eleitoral de Obama. Isso nocauteou as pesquisas eleitorais. Ainda mais, o racismo, que chamamos aqui de estrutural, também aparece nessas buscas: isso foi observado pelo engenheiro durante as eleições de Obama, algo que as sondagens tradicionais não pegaram.






Se eu fosse os revisores, somente o fato de ser tão revolucionário passaria na minha análise. Inicialmente, o processo de revisão foi criado principalmente para evitar que cientistas passassem vergonha, ao publicarem resultados errados. Hoje, parece-me, virou um sistema de opressão e manter privilégios. Deveríamos estar nos questionando o real papel do sistema de revisão, que pode destruir carreiras, decidir qual pesquisa vai para frente, e qual vai morrer. Isso leva ao que chamo de punição por métrica.


 


 



 

Comentários coletados


"É uma questão de tempo para a indústria de publicações científicas se tornarem obsoleta. Não duvidaria que num futuro próximo voltaremos a fazer ciências a moda antiga e que sobrevive hoje nas empresas privadas." Fonte


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