top of page

Agora você conta com um assistente de leitura, o chatGPT responde suas perguntas sobre a postagem que está lendo. Somente abra o chat abaixo e faça perguntas!

Facebook não é trabalho focado!

Atualizado: 16 de out. de 2022





Recentemente, publiquei um artigo sobre um livro que recomendo: trabalho focado. Esse livro defende que precisamos aprender a focar. Diferente do que muitos pensam:


Concentração não é algo que liga e desliga, é algo que se pratica, e leva tempo.


A técnica do pomodoro é uma das várias técnicas para se aumentar concentração.


Isso não é novo, de certa forma. Alguns argumentam que pessoas online fazem o que chamam de "leitura superficial": as pessoas somente passam o olho, e chegam a conclusões rápida; desde que me juntei ao mundo do Facebook, notei também esse fenômeno, uma vez uma pessoa partiu para cima dizendo que o nome da palestrante não estava no vídeo, estava acima do link; algumas dicas em como gerenciar essas discussões. Por isso da importância do hábito da leitura profunda, que não existe no Facebook.




Posso ter interpretado mal a pessoa, mas o artigo não deixa de valer. Vou fazer questão de enviar para a pessoa, para que ela possa seguir a sua argumentação. Algumas das minhas percepções do mundo online aqui "If you are on social media, you are being harmed". O maior sintoma de um drogado é a negação do vício, redes já foram comprovadas em gerar similares resultados internos no nosso cérebro e sistemas periféricos.


Meu maior trabalho de concentração foi no doutorado, comecei a usar redes talvez no fim do segundo postdoc. Comecei com o objetivo de crescer projetos, como esse onde está lendo esse artigo.


Sempre fui avesso às redes devido exatamente ao medo de perder concentração, "tinha medo de perder controle", como disse a uma amiga que não entendeu nada: acho que qualquer pessoa minimamente consciente percebe os efeitos das redes na concentração. Talvez pessoas respondam diferente, eu mesmo sou muito sensível a distrações; suspeito de ser uma pessoa altamente sensível.


Durante meu segundo postdoc, ficava meses sem usar: bloqueava literalmente o Face no computador, para evitar o hábito de abrir de forma automática. Entre os sintomas que poderiam minar minha concentração eram "ficar pensando na resposta a uma postagem que havia feito" isso é automática e talvez seja o que se chamam de "disparo da mente". Isso gerava pensamentos em background que precisava de tempo para esperar sumirem: alguns chamam isso de "resíduo", geralmente aparecem em tentativas de fazer multitarefas, sempre fica um resíduo quando tentamos mudar de tarefas. Talvez também tinha FOFO (fear of missing out): isso aparecia talvez quando temia que alguma vaga ou parecido seria anunciada no Face, o que nunca ocorreu, que eu perderia comparado com meus colegas que usavam o Facebook.


A afirmação que gerou a discussão segue abaixo:


A pessoa afirma conseguir concentrar mais de 4 horas por dia, o tempo que o livro coloca como limite humano.





Mesmo que tenha conseguido, aqui estamos falando de algo para o todo. Suponha que você durma 2 horas por dia, isso significa que devemos criar políticas para pessoas que dormem duas horas por dia? Acredito que não, isso seria uma exceção. Se entendi bem, esse limite é algo calculado em pesquisas, usando estatística. Minha experiência mostrou isso mesmo antes de ler o livro. Geralmente, no doutorado, meu maior ponto de concentração, estudava 2 de manhã sem distrações, e 2 a tarde: isso natural, não forçado ou planejado. E deixava o resto para trabalhos distraídos, como ficar saindo fisicamente, mexendo em outras coisas e mais. Honestamente, sinto falta dessa experiência do doutoramento.




De qualquer forma, tenho dificuldades de acreditar que a pessoa concentre mais de 4 horas por dia: ainda mais sendo usuário do Facebook, espero não estar sendo preconceituoso, estou tentando ser realista baseado em estudos. Posso estar errado, e estou pronto para ser provado errado: se possível, com dados, não somente afirmações e pontos de vista.






85 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page