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Seria o sofrimento necessário para nosso crescimento intelectual? doutorado e seus caminhos tordos

Atualizado: 19 de abr. de 2023



"os doutorandos são seis vezes mais propensos a desenvolverem ansiedade e depressão em comparação com a população geral."elpais

Não sei se foi o objetivo das pessoas que desenharam a figura do doutoramento, mas é um processo doloroso, como muitos processos criativos, de criação. Os nossos medos, inseguranças, ansiedade e mais fazem um churrasco diário nas nossas mentes. No meu doutorado, quando estava lendo sobre o assunto, li uma expressão aparentemente usada no contexto de que doutorado é jogar pessoas na água, quem sobreviver, vira doutor.




Antes, deixe-me dar rapidamente algumas das minhas credenciais.


Eu venho de família simples, de analfabetos: estudar foi uma escolha, que tive de lutar contra tudo e contra todos, inclusive familiares: isso me fez ver cada sofrimento como parte do processo, como necessário. Desde cedo, nasci dando tiro. Meu mestrado foi bem conturbado; doutorado foi tranquilo e pude "desafiar meus limites"; ver nossa postagem que deu o que falar no Facebook. Ou seja, sofrimento foi o caminho para mim. Não estou afirmando que deva ser “legalizado”.


Não vejo sentido em colocar sofrimento como algo necessário em situações onde poderíamos viver sem.



Eu considero dois tipos de sofrimentos: necessário, e não necessário.


Ficar no não-necessário seria masoquismo. Contudo, muitos sofrimentos são necessários, não estou dizendo que seja legal: estou dizendo que fazem parte do caminho. Você pode esperar a maré baixar para passar, ela pode nunca baixar! Você pode esperar pelo próximo ônibus, ele pode nunca passar. Tomamos riscos ao aceitarmos sofrimento, e ao correr dele.


Hoje, quando não quero sofrer, digo algo do tipo: "não estou disposto a chupar o limão por essa causa".

No meu mestrado, período mais complicado da minha vida acadêmica, um amigo dizia, indiano: "o sofrimento é importante". O budismo, forte na Índia, aceita o sofrimento como queima de karma ruim. Outro dizia, Iraniano: é quando sofremos que aprendemos. Um professor meu, brasileiro, dizia, "é carro apertado que anda". Todas essas falas são formas de aceitar o sofrimento como necessário para o processo.



Não estou aqui para romantizar o sofrimento, contudo, talvez exista um nível de sofrimento no processo de criação que é necessário. Quando sofremos, estamos mais abertos a considerarmos alternativas, saímos da zona de conforto. grande parte do sofrimento no doutorado, ao meu ver, nasce de pessoas sem aptidão fazendo doutorado: isso ocorreria em qualquer cenário, ver palestra sobre misfit no trabalho. Alguns parecem fazer por falta de opção na vida, não estou aqui para julgar, mas me parece “um tiro no pé”; outros até fazem somente devido ao valor da bolsa, novamente, não estou aqui para julgar. Nenhum professor, infelizmente, vai pegar leve: muitos pegam bem pesado. O doutorado tem um dos maiores níveis de desistência comparado com o mestrado. Soma tudo isso ao fato de que não há garantias de sucesso nem mesmo dentro do ambiente acadêmico.




 
Discussão com o chatGPT (*)

Seria realmente necessário o sofrimento no doutorado

Assistente de leitura (Einstein Chatty): Essa é uma ótima pergunta! Apesar de não ser necessário adotar o sofrimento como algo obrigatório durante o doutorado, muitos pesquisadores afirmam que uma dose de sofrimento pode ser inevitável e até mesmo útil para o processo criativo.


No artigo que eu escrevi, discuti que grande parte do sofrimento no doutorado pode ser causado por pessoas que não possuem aptidão para realizar a pesquisa. O ideal é que se faça uma autoavaliação antes de iniciar um doutorado para se certificar de que se possui as habilidades necessárias.


Porém, em alguns momentos, o sofrimento pode ser inevitável. Situações difíceis surgem durante o doutorado e podem levar a momentos de insegurança, incerteza e ansiedade. Mas, como mencionei no artigo, nem todo sofrimento é necessário.


Por isso, é importante avaliar quais são os tipos de sofrimento que estão surgindo e, se for o caso, buscar ajuda de pessoas próximas, profissionais de saúde mental e, em alguns casos, até mesmo o acompanhamento médico pode ser necessário.


O importante é lembrar que o sofrimento é uma parte normal da vida e que ele pode nos ajudar a crescer e nos tornar mais fortes, mas ele não deve ser visto como obrigatório ou normalizado em qualquer situação.



(*) usando o chat no seu canto à direita

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